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POSICIONAMENTO EM RISCO: Os rótulos que não aderem à imagem corporativa.

Em busca de estreitar relacionamentos com o mercado e melhorar a visibilidade, empresas tem abraçado algumas causas que nem sempre tem recebido apoio dos seus consumidores.

Causas polêmicas, com vasta repercussão nas redes sociais, sempre levantam apoiadores e, também, enfurecem os radicais que são sempre “do contra”. As pessoas parecem sentir necessidade de tomarem posições, de assumirem rótulos. E fazem questão de deixarem isso bem claro em suas postagens.

As redes sociais derrubaram muitas fronteiras e deram poder à sociedade. É incrível a liberdade que as pessoas adquiriram para falar o que pensam e serem ouvidas por outros milhares de engajados, quase que instantaneamente.

E é lógico que as empresas perceberam todo esse movimento e procuram usufruir da popularidade e agilidade dessa nova forma de comunicação.

Os profissionais de marketing e de comunicação se embrenharam por estes novos caminhos e buscam incansavelmente as melhores ferramentas para proporcionar os resultados buscados pelas marcas que representam.

E é um caminho árduo e penoso! A cada dia surgem novas métricas, novos canais, novos “memes”, novos insights, novos termos, novas ferramentas…

O aspecto técnico vai oferecendo alternativas, cursos, conhecimentos, especializações. E o profissional vai correndo atrás, pois manter-se atualizado é questão de sobrevivência no mercado.

No entanto, quando chega na área de conteúdo, a coisa complica. E muito!!! Quem vai falar pela empresa? Pela marca? Quem conhece a cultura, o posicionamento, os valores, os atributos para falar com autoridade?

É bem aí que ocorrem os grandes pecados. É aí que muitas marcas tropeçam e sofrem crises difíceis de superar.

Uma delas é levantando bandeiras de causas polêmicas, assumindo rótulos sociais. Ser simpatizante ou não de um movimento, de uma causa: pode uma empresa definir seu posicionamento de forma efetiva?

Quem, dentro de uma empresa, tem o poder de levantar a bandeira de uma causa? O seu presidente? Os seus sócios? Os seus funcionários? Os seus consumidores?

Temos visto muitas empresas serem mal interpretadas em suas comunicações ao abraçarem causas polêmicas.

Uma marca de sabão em pó sofreu grande ataque e até mesmo boicote por parte de alguns consumidores ao apoiar a liberdade na escolha das brincadeiras das crianças.

Uma revista direcionada ao público feminino também teve a sua imagem arranhada por severas críticas ao defender uma causa do universo feminino.

E aí vem uma pergunta: É interessante para as marcas entrarem em questões polêmicas? A visibilidade que ganham nestas questões compensam o desgaste sofrido pelas críticas que recebem?

Quais empresas estariam dispostas a dar “a cara aos tapas”? Em alguns segmentos é interessante essa postura, com certeza. Mas nem em todos.

Antes de jogar-se na defesa de algum “rótulo” a empresa precisa fazer uma profunda análise crítica do seu posicionamento no mercado. Ele é soberano em todas as comunicações que a empresa faz.

Manchar o posicionamento é, com certeza, um fatal tiro no pé!

por Bruna GarciaSocial Midia

 

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